25
fev
09

CB019074

Mesmo não querendo perder a fé no ser humano, pois acredito que ele seja o único responsável e capaz de promover a transformação, uma pergunta fica martelando em minha cabeça. E esta preocupação misturada a uma indagação que divido agora com vocês.
Coincidência ou não, esta questão sempre vem sucedida de uma atitude descabida dentro das relações humanas. É difícil admitir, mas o homem é a cada dia responsável por suas atitudes.
Dias desses assisti uma discussão corriqueira, boba mesma, sem precedentes, mas muito mais importante do que se queria emitir no momento, em meio a interlocuções inflamadas e cheias de achismos, o que chamou a atenção a todos os ouvintes presentes à discussão foi o tom de arrogância, cheio de ofensas, empáfia mesmo do interlocutor. Diria que a atitude foi desnecessária. Mas o que moveu esta pessoa a apontar o dedo na direção de todos e gritar palavras cheias de empáfias? A confiança de que o cargo, a posição social a tudo releva. Tudo aceita. Quando deveria ser o contrário, afinal, os bons exemplos devem vir de cima. E de respeito todos gostam.
Desde este dia, me peguei pensando que cada dia mais somos responsáveis também por aquilo que recebemos. E isso independe de raça, credo e posição social. Pois tudo isso passa. Nada disso, cargo, posição social, time e agremiação preferidos, religião, opção sexual, gosto por comida, devem ser conceitos maiores que a paz que podemos construir através das boas relações. Nada disso vale a nossa paz. “Ninguém é tão ignorante que não tenha algo a ensinar”.
Não queira ter razão e gritar isso a plenos pulmões sem esperar uma reação. É preciso exercitar o respeito pelo próximo. “Se não gosta do som que está ouvindo preste atenção no som que está emitindo”. Você irá se surpreender quando começar a mudar de atitude. Mesmo que convicto de suas razões escute mais. Se proponha a ouvir o outro, pois muitas vezes, ele pode saber se expressar tão bem como você, pode até não saber expor suas ideias, mas você pode se surpreender também dentro da simplicidade.
A intolerância é sempre má conselheira, pois muitas vezes, ela nos leva a ações extremistas, que muitas vezes, nos levam a um caminho sem volta. Com proporção sem igual. É preciso repensar nossas atitudes, rever alguns atos de intolerância, que em algumas situações nada mais é do que o reflexo de nossa teimosia. Teimosia esta construída a partir de um personagem que criamos para agradar e suportar a convivência com o outro. São personagens construídos para angariar amizades, votos, votos de confiança e qualquer outro tipo de benefício. E tal atitude pode ser ilícita. Então cuidado com o som que está emitindo. Ele pode revelar o que realmente você esteja necessitando para o momento. É como dizem por ai, diz o que quer , escuta o que não quer.
O que está sendo construído para ser uma arma do bem pode se transformar em uma arma mortífera e trazer grandes aborrecimentos. Lembre-se: Nunca é tarde pra recomeçar… e você pode sim, admitir que está errado e se permitir a mudar de opinião. Admitir sim, que o seu posicionamento está errado. Busque a paz e exercite a sua paciência e tolerância. Os resultados podem ser surpreendentes. E a dor de cabeça… Ah, a dor de cabeça, esta se transformará em paz de espírito. Estado que nenhum dinheiro e nenhum bem material são capazes de comprar nunca.
“A vida é como jogar uma bola na parede:
Se for jogada uma bola azul, ela voltará azul;
Se for jogada uma bola verde, ela voltará verde;
Se a bola for jogada fraca, ela voltará fraca;
Se a bola for jogada com força, ela voltará com força.
Por isso, nunca “jogue uma bola na vida” de forma que você não esteja pronto a recebê-la.
A vida não dá nem empresta; não se comove nem se apieda.
Tudo quanto ela faz é retribuir e transferir aquilo que nós lhe oferecemos”.


1 Resposta para “”


  1. 1 Lin
    22/03/2009 às 3:50 am

    É isso aí, Dri. Eu também ando muito triste com a raça humana. Até escrevi sobre isso em meu blog. Veja quando tiver um tempinho.

    http://paulinemachado.blogspot.com/2009/03/luto-pela-raca-humana.html

    No mais, adorei o texto! Parabéns! Continue escrevendo.

    Beijos, Lin.


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